quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Os jogos mais bacanudos de 2014

 
A transição de gerações, apesar de benéfica, deixa sempre um lastro negativo nos lançamentos multiplataformas do ano na qual acontece. Em 2014, grandes jogos foram marcados pelos bugs, alguns por versões mal utilizadas tanto numa geração quanto noutra e por aí vai. Mas será que ainda dá para separar os mais legais?


Após dois anos do estrondoso sucesso e agitação provocados por seu antecessor, Far Cry 4 (PC, Xbox One, Xbox 360, PS4, PS3) continuou a levar o nome da franquia às alturas. Reclamações vieram de todos os lados: "mas o jogo é o mesmo, é como se mudasse as skins", "nada diferente", etc. Porém, nada tira os méritos desta continuação que, maior e melhor do que veio antes, consegue surpreender pelas novidades apresentadas (melhoria nos gráficos e co-op são algumas destas) e pelo alucinante ritmo. Foi também o mais votado entre os leitores do blogconseguindo 22% dos votos.

E em tempos do fechamento da trilogia Hobbit nas telonas, Terra-média: Sombras de Mordor (PC, Xbox One, Xbox 360, PS4, PS3) tentou aproveitar um pouquinho do hype e surpreendeu bastante. Além da narrativa imersiva e dos gráficos estonteantes na nova geração, Mordor trouxe um diferencial: o nemesys system, Trata-se de um sistema que guarda todas as decisões do jogador durante o jogo e coloca consequências em seu trajeto que durarão até que o fim. Um leque de oportunidades na terra-média.

Ao contrário dos demais anteriormente citados, este aqui não foi para os consoles da nova geração (e talvez este tenha sido um ponto importante para que tenha dado tão certo). Dark Souls II (PC, PS3, Xbox 360), continuação esperadíssima do título lançado em 2011, continua com diversos elementos apresentados no primeiro, é tão desafiador quanto e consegue tirar horas e horas daquele seu prometido sono para que você ao menos tente derrotar os chefes e, quem sabe, avançar um pouco na história.


3º Lugar: Destiny

Com um universo bem estabelecido e grandioso, Destiny (PS4, PS3, Xbox One, Xbox 360) foi uma das apostas da Bungie (da série Halo) para este ano que se encerra. Os bugs até incomodam, mas nada tira o prazer de desbravar os cenários futurísticos - quiçá míticos - desta ficção científica espacial. Elementos de RPG funcionam conjuntamente com o gênero FPS e o resultado impressiona bastante.

2º Lugar: South Park: The Stick of Truth

Demorou, mas demorou demais para que a série animada de Trey Parker e Matt Stone finalmente engatasse nesta viciante mídia, desta vez foi. The Stick of Truth (PC, Xbox 360, PS3) se sai bem não apenas como divertido jogo que é, mas como experiência de se viver no mundo de South Park. Como foi repetido inúmeras vezes por aí, é como assistir a um episódio enquanto nos divertimos com um RPG pra lá de maluco e imersivo.


1º Lugar: Super Smash Bros. for 3DS/Wii U

Após dominar a E3 com anúncios pouco esperados pela crítica e até mesmo por seus fãs mais fiéis, a Nintendo provou, neste ano, que ainda é uma das maiores empresas no mercado de jogos. Com Mario Kart 8, conseguiu vender Wii U como nunca e garantiu algum tempo de vida ao console. Já Pokémon Omega Ruby/Alpha Sapphire deu ao 3DS motivos para continuar dominando nos portáteis com folga. SMB? Ora, Super Smash Bros. garantiu seu posto entre os mais vendidos nas versões para os dois consoles e ainda foi um jogaço.

Seja no controle com uma tela grande ou nos gráficos tridimensionais, SMB uniu o melhor do que vinha sendo feito nas edições anteriores. Melee era competitivo, feroz, viciante, mas não era tão acessível com seu antecessor. Brawl, sim, era acessível até demais, só que perdia um pouco da competitividade. Por aqui, vê-se o melhor dos dois mundos, remetendo à boa diversão que possuíamos ao ligar o Nintendo 64 e passar horas a fio jogando.

Vale lembrar que se trata da primeira tentativa da Nintendo de colocar SMB para rodar em um portátil. E que tentativa! Os gráficos funcionam na proposta, sendo, ao mesmo tempo, bem detalhados e mais cartunescos e o uso do 3D é bem interessante. Nem mesmo o fato de a tela ser menor dificulta o jogador de entender o que se passa ali. Tiro certeiro. Aliás, tiros certeiros.
 
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