quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Crítica - Justiceiro Max – Rei do Crime

 

Os chefes das maiores famílias criminosas se uniram para acabar com o Justiceiro para sempre. Eles montaram uma armadilha para Frank usando um subordinado qualquer chamado Wilson Fisk para interpretar O Rei do Crime, uma figura imaginária que, sabem eles, chamará a atenção de Frank Castle. Com a emboscada armada, cabe aos seus arquitetos simplesmente aguardarem o Justiceiro morder a isca. No entanto, os chefões do crime não são os únicos que têm um plano. Parece que Wilson Fisk está cansado de brincar. Ele está mesmo gostando da ideia de ser o Rei — tanto que deseja matar seus patrões para continuar nesta posição. [Sinopse retirada da Panini].

O Justiceiro, anti-herói da Marvel criado em 1974, nos proporcionou grandes histórias nas HQs e alguns filmes que já não foram tanto pelo mesmo caminho. Em 2010, a Marvel lançou, na série PunisherMAX, o arco Rei do Crime, lançado em fevereiro deste ano pela Panini.

A revista traz Jason Aaron como roteirista e Steve Dillon é o responsável pela arte. Vemos que os dois conseguem realizar um trabalho excelente, apesar das dificuldades em criar uma história que introduzisse o universo do Justiceiro no selo Max.

O roteiro trabalha bem diálogos e personagens, já que a revista faz parte de uma série adulta, os diálogos são bem pesados, mas fáceis de serem entendidos. A elaboração dos personagens é o grande destaque da revista, todos são muito bem desenvolvidos e fundamentais para o desenrolar da trama. Vale lembrar o vilão Wilson Fisk, que tem sua história revelada através de flashbacks bem interessantes.

Para complementar este roteiro tão bem trabalhado, Steve Dillon fez uma bela arte, que, mesmo sendo simples, consegue mostrar a brutalidade presente na trama de uma forma singular. Se os diálogos são pesados, a arte os acompanha perfeitamente. As cenas de ação são bem feitas, mas o destaque mesmo foi a forma como Dillon conseguiu desenvolver sua arte de uma forma crua, mostrando tudo o que a trama pedia. A colorização também merece notoriedade e foi fundamental para que a ligação entre roteiro e arte pudesse ser estabelecida.

Aaron e Dillon conseguiram criar uma HQ que fosse empolgante do início ao fim. Cada parte desta trama foi muito bem trabalhada e deixam o leitor aflito querendo logo ler o próximo capítulo. O final da revista também é muito bom e deixa os fãs do anti-herói ansiosos para a próxima minissérie do selo, que chegou em 2010 em território norte-americano.


Justiceiro Max - Rei do Crime é uma HQ excelente e, sem dúvidas, uma das melhores lançadas em território brasileiro em 2014. Com uma trama empolgante e muito bem desenvolvida e uma arte sensacional, vemos que a primeira parte do Justiceiro no selo Max foi feita com muito estilo.

10/10
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Justiceiro Max – Rei do Crime (PunisherMAX - Kingpin) - EUA 2010 (lançado aqui em fevereiro de 2014) - Jason Aaron (roteiro), Steve Dillon (arte) e Matt Hollingsworth (cores)
 
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