terça-feira, 21 de outubro de 2014

Crítica - Os Simpsons (Treehouse of Horror XXV)

 
Fã de Simpsons de longa data, há tempos eu não via um Treehouse of Horror tão divertido e cativante. Para quem não sabe, trata-se de um especial de Halloween que a série animada tem desde sua 2ª Temporada. Com tantos episódios marcantes, a edição deste ano (25ª, só para constar) brinca com Stanley Kubrick e resgata as versões clássicas dos personagens.

A primeira historinha tem Bart, garoto travesso que faz uma merda pela milésima vez e vai para o inferno após decodificar uma mensagem escondida em uma das carteiras de onde está em detenção. Na terra do capiroto, Bart passa a se chamar Belzebart e é um dos mais aplicados alunos.

O especial começa com um tom parecido com o dos primeiros episódios temáticos de Halloween. É meio bizarro, mistura coisas das quais temos muito medo quando crianças e, afinal, deve ser um episódio que um pequeno não se sentiria muito à vontade assistindo. Ainda assim, não é nada demais, apenas diverte e nos lembra do comecinho da saga halloweenesca.

A segunda parte é focada na genial obra de Stanley Kubrick. Enquanto ToH V parodiava O Iluminado ao apresentar um Homer maluco que não conseguia ficar sem TV e cerveja, o especial deste ano conta uma história malucona que envolve, no mínimo, uns cinco filmes do diretor. Intitulada A Clockwork Yellow, a pequena trama gira em torno de Homer e seus amiguinhos de branco, que saem por aí bebendo Duff Milk e fazendo altas trapalhadas. As referências são divertidíssimas para aqueles que gostam de Kubrick e mostram o verdadeiro apreço que têm Groening, Brooks, Simon e Stephanie Gills pelos filmes do diretor.

Ao final, vemos uma terceira parte um tanto arrastada, mas que se mostra interessante ao misturar os Simpsons atuais com suas versões de mais de 25 anos atrás, quando ainda nem tinham uma série própria. É, sem dúvida alguma, uma homenagem ao seriado que chega ainda com muito fôlego ao quarto de um século. Ver o Homer atual querendo pegar a Marge mais nova por ela ser “menos ranzinza” vale o episódio.


Ainda que eu tenha me perdido no objetivo de ser um verdadeiro fã e continuar a ver episódio por episódio, acompanhar os especiais tem sido gratificante. Seja nos gramados brasileiros ou no mundo de Lego, os Simpsons têm mostrado que esses gatos pingados que os odeiam hoje não passam de uns bundões que mal sabem argumentar a “decadência” dos amarelados.

[MUITO RECOMENDADO]
 
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