quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Crítica - Grandes Astros - Superman

 

O quadrinho mais bonito que já li na vida. Com a temática “super-heróis” é, de longe, o mais tocante que conheço. Considerado por muitos uma das melhores, senão a melhor história do Superman, Grandes Astros é escrita pelo controverso – mas brilhante – Grant Morrison, e tem a arte absurdamente linda de Frank Quitely, que se tornou fácil o meu desenhista favorito.
Setenta anos após ser criado e apresentado ao planeta por Joe Shuster e Jerry Siegel, Superman ganhou, em meados da década passada, uma reinterpretação surpreendente que chocou completa e positivamente o mundo das HQs e redefiniu todos os limites de um personagem icônico, que acreditava-se ser inalterável. Por cortesia da genial e excêntrica mente do roteirista Grant Morrison e do traço incomparável do desenhista Frank Quitely, o Homem de Aço (e seus milhões de fãs pelo mundo) foram presenteados com uma obra-prima sem precedentes, publicada em doze partes sob o título Grandes Astros Superman. [Sinopse retirada do hotsite da Panini]
Esta HQ já nasceu clássica. Ganhou um Eisner e recontou a origem do herói mais amado de todos os tempos de uma forma diferente, mostrando o lado mais humano de Clark Kent e toda a sua nobreza. Vemos que Superman é como um deus na Terra que tem consciência de todo o seu poder e de toda a sua responsabilidade (não, não estou citando o Tio Ben). Fragilizado por conta de uma possível iminente morte, Kent quer amarrar todas as pontas soltas da sua vida e deixar um legado de justiça e bondade que não se extinguirá.


Morrison expõe com beleza e suavidade o simbolismo messiânico do herói; sua sensibilidade para enxergar o mundo e as pessoas nele – mesmo não sendo deste planeta; e seu amor por Lois Lane e a metáfora de que mesmo diante do mais sublime poder o amor ainda é superior.

Lex Luthor tem papel fundamental na história. É a melhor retratação de Luthor que eu já vi na vida. Fantástica! Todas as facetas do vilão e seus gigantescos desprezo e inveja que sente pelo Superman são expostos aqui: vemos o quanto ele é inteligente, bom jogador, impiedoso, egocêntrico e megalomaníaco.

Os desenhos de Frank Quitely são um caso à parte. Os traços são suaves e lindíssimos, e casam com o roteiro de Grant Morrison como se ambos os autores fossem um só. A colorização de Jamie Grant é de encher os olhos e, sinceramente, faz toda a arte gráfica da HQ ser uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida. Totalmente genial.


Mais do que recomendar a graphic novel eu diria que ela é INDISPENSÁVEL para qualquer leitor de quadrinhos, mesmo para aqueles que não gostam de super-heróis. 

[MUITO RECOMENDADO]
 
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