sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Tirando a poeira de Viva e Deixe Morrer

 
Viva e Deixe Morrer, segundo romance de Ian Fleming, foi republicado recentemente no Brasil pela Alfaguara, juntamente com dois outros títulos, Goldfinger e Da Rússia com Amor. Todos eles fazem parte da saga de James Bond escrita pelo autor britânico.

O livro apresenta o agente secreto em mais uma de suas viagens, dessa vez para os EUA e Jamaica. Ian Fleming descreve a chegada de Bond com muitos detalhes, e já propondo uma bela parceria entre James e Leiter - um agente que 007 havia conhecido na sua missão em Cassino Royale. 

Já no segundo capítulo, são apresentados o objetivo da missão repassada a Bond e o vilão, que conta com aspectos intrigantes, seja em sua nacionalidade, em seus ritos, etc. O encontro inicial do agente com o este, apelidado de Mr. Big, nos traz uma perspectiva muito interessante, já que ambos acabam conhecendo, de certa forma, o "poder" de cada um, o que é muito bem explorado por Fleming.

Com o típico detalhismo do autor e uma agitação razoável, os cinco primeiros capítulos podem incomodar os menos acostumados. Porém, à medida que a leitura vai se desenvolvendo, as histórias de James Bond vão se entrelaçando com a de Mr. Big e a trama se torna cada vez mais interessante.

Se uma das grandes habilidades do britânico é a conquista, esta não poderia ficar de fora em Live and Let Die. Sabe como é, James Bond sem as Bondgirls não é James Bond. Por aqui temos a presença de Solitaire, uma mulher linda e misteriosa diretamente ligada a, adivinhem, Mr Big. Bem no covil do inimigo, Bond conhece, de forma curiosa, a moça cuja beleza serve de isca a 007.

À medida que a história se desenvolve, a relação caça-caçador entre Bond e o vilão é intensificada e se inverte mais de uma vez. Tudo bem que na preparação final de James para enfrentar Mr.Big, o livro fica um pouco "morno", Fleming, com toda sua habilidade, não deixa sua história morrer.

Viva e Deixe Morrer se encerra com um final épico, típico de Fleming. A história tem alguns elementos ligados à fantasia, como batalhas com peixes, e o Vodu para os mais incrédulos. No mais, esta é mais uma bela história de Ian Fleming e que vale a pena ser lida.

[MUITO RECOMENDADO]
 
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