segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Tênis Verde vs. Blockbusters

 

Existe um grande problema na relação entre os cinéfilos mais "ortodoxos" e aqueles que apreciam os chamados blockbusters, cuja crítica está exatamente na originalidade destes filmes e até onde esse tipo de filme pode ser julgado como arte, visto que o processo de produção não envolve apenas uma ou duas cabeças, mas várias. E a questão final acaba sendo: Arte ou Produto?

No mundo do cinema, uma pessoa que acabou me ensinando muito sobre arte, de forma prática e indireta, foi o cineasta independente Robert Rodriguez. Ele diz que o problema dos filmes caros é que, como é investido muito dinheiro se espera mais dinheiro ainda. Dessa forma, os Produtores Executivos evitam fazer as coisas de alguma forma que seja diferente de outra que já deu certo e, se surgir algum problema, eles resolvem com a melhor arma que têm: o dinheiro (ou mangueira de dinheiro, como diz Rodriguez).

Como resultado, temos filmes repetitivos, parados, de lugar comum, pouco inovadores e muito lucrativos na maioria das vezes. Basicamente porque se o publico gostou de um é quase certo que outro terá o mesmo resultado.

Não digo que são filmes ruins apenas porque visam dinheiro acima de tudo, até porque pouquíssimas coisas hoje em dia são feitas sem objetivo financeiro. Acredito que o ponto certo a se considerar é que, para se produzir algo "megafoda" pode-se requisitar muito dinheiro e quem tem muito dinheiro normalmente só o cede em troca de mais dinheiro.

Portanto, para se chegar a uma obra original, com características super autênticas é preciso retirar as soluções da própria "cachola" e não necessariamente do bolso.


Há alguns anos tive uma professora de artes que tinha a mania de "martelar" na minha cabeça, e na dos colegas, conceitos para definir o que é, ou não, arte e também como ela deve ser feita. Sempre achei isso um saco, e discordei em muitos aspectos sobre os conceitos que ela pregava. Uma destas definições dizia que arte é a maneira do artista expressar suas emoções e ideias e que ela deve ser única.

Tudo bem, não há nada de absurdo em dizer isso e nesse conceito em específico chego a concordar, até certo ponto. Hoje em dia percebo que a minha "birra" estava mais relacionada ao ato de pregar como conceito definitivo para classificar arte, basicamente porque isso tira mais da metade da graça ao apreciar uma obra.

Na MINHA OPINIÃO, a carga pessoal, a situação emocional, os conceitos éticos, de conduta, etc, são os fatores cruciais para definir o que é arte e o que não é e, no fim das contas, o que vai realmente valer é o valor pessoal da relação em que se cria com a obra, seja ela uma mancha amarela num quadro branco ou uma pintura renascentista consagrada.

Para ilustrar um pouco, confira abaixo Robert Rodriguez ensinando como ser um cineasta em menos de 10 min...


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