quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Crítica - Doutor Octopus: Origem

 

A vida do Doutor Octopus sempre foi entrelaçada com a do Homem-Aranha, mesmo antes de Otto Octavius assumir a vida do herói. E são os momentos iniciais de Octopus o tema do especial Doutor Octopus: Origem, lançada pela Panini Comics em junho. 

Com roteiro de Zeb Wells (Homem-Aranha Vingador) e arte por Kaare Andrews (Fabulosos X –Men), a edição reúne as cinco edições da minissérie Spider-Man – Doctor Octopus: Year One, mostrando os primeiros encontros do vilão com Peter Parker e o Homem-Aranha, a inspiração e a criação de seus tentáculos e muito mais. [Sinopse lá da Comix

Com aquela vontade de ler algum encadernado da Marvel, achei interessantes a capa, a sinopse e algumas artes de Doutor Octopus: Origem. Adivinhem... A decepção veio novamente. Assim como ocorreu com Caveira Vermelha: Encarnado (HQ que faz parte da mesma série vilanesca), encontrei pouquíssimas coisas que salvassem e mais alguma graninha se foi... 

Antes que venham os especialistas em nada falarem que é uma birra com histórias de origem ou visões diferentes de um personagem mais famoso, lembro que A Piada Mortal é uma das minhas HQs preferidas, então nem vem. O grande problema de D. Octopus é a falta de criatividade de Wells para bolar algo mais interessante e os desenhos pouco inspirados de Andrews. 

Ao invés de seguir um caminho diferente daquele adotado diversas vezes nos quadrinhos, Zeb Wells cria um Otto Octavius que era meio perturbadinho desde pequeno e isso só se agravou com o crescimento do garoto. Os diálogos tentam ser profundos e provocadores de verdadeiras e filosóficas questões, mas se mostram demasiados superficiais e bobinhos. Também cansam bastante a leitura das cinco partes o repetitivo ritmo e a forma prolixa como a história é contada. Tudo se repete. Tudo. 

Os desenhos de Kaare Andrews se mostram eficientes nos ângulos e nas organizações dos quadrinhos, mas são exagerados nos personagens. Se o Homem-Aranha de Wells já extremamente unidimensional, os desenhos apenas corroboram que este é, de fato, o resultado da obra. No mais, até que as cores de José Vilarrubia e os cenários salvam um pouquinho. 


Novamente não foi dessa vez, novamente. Se o conteúdo não vale a pena, pelo menos a edição de Rodrigo Guerrino e o visual do encadernado fazem sua presença marcar na prateleira. Novamente.

[NÃO RECOMENDADO]
 
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