segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Primeiras impressões sobre FIFA 15

 

Previsto para chegar no dia 23 de setembro para uma série de plataformas (PC, PS3, PS4, PS Vita, 3DS, Wii, iOS, Android, Xbox 360 e One), FIFA 15 teve sua versão de demonstração lançada na última terça. Jogamos por um bom tempinho no PS3 e temos que admitir: está bem bacana!

Não entendam mal, é óbvio que faremos comparações com a versão anterior. Quando falamos de um novo jogo de uma franquia anual que tem o estigma de se atualizar pouco, não tem como simplesmente deixar de falar do que veio antes. Então não se irrite.

Pra começar do basicão mesmo, vale lembrar que os menus seguem a mesma linha adotada em FIFA 14, continuando com aqueles blocos um tanto mais práticos para achar o que se deseja jogar. A mudança vem mesmo na tela do gerenciamento dos times, é mais fácil substituir jogadores, arrumar o esquema tático, etc.


E se estamos falando de futebol, quando joguei o primeiro amistoso, senti que há tempos eu não via diferenças tão perceptíveis ao jogar um novo FIFA. Tudo bem que ainda é a demo, mas deu pra sacar, após algumas partidas, como o jogo se tornou mais livre. Apesar dos bugs persistirem, a física está melhor, mais real. Na versão do ano passado, já dava pra prever a exata trajetória de um chute assim que o jogador encostasse na bola. Havia uma previsibilidade tremenda. Agora ele pode chutar, a bola desviar depois que bater nas costas de outro jogador e o goleiro ser pego de surpresa no lance. Isso se o cara pegar bem na bola, porque muitos fatores se tornaram primordiais para um bom chute. Tudo vai depender, ainda mais, do posicionamento, do ângulo, da perna melhor, do vigor físico e, é claro, da qualidade daquele jogador.

Essa tal “liberdade” não aparece apenas nos chutes, sendo ela um dos principais fatores de eu ter encontrado lances tão diversificados (e olha que FIFA já tem essa característica) jogando sempre com aqueles mesmos times da demo. Seja com ou contra Borussia, Napoli, PSG, Barcelona, Boca Juniors, Chelsea, Manchester City ou Liverpool, os diversos amistosos que joguei eram meio que “únicos” – acreditem, odeio usar essa palavra. Os dribles estão mais fáceis de serem feitos, já dá até pra fazer direto no analógico, só não garanto que o adversário cairá tão facilmente.

Se tratando de gráfico, a coisa não mudou muito em relação à versão passada. Ainda que seja admirável o cuidado que a EA teve com os rostos dos jogadores, é bom esperar pra ver ser vai ser assim no XV de Piracicaba e afins.

Porém, não é só de liberdade que se mantém bom um jogo de futebol, FIFA 15 (a demo, é sempre bom lembrar) traz um sistema de pênaltis extremamente bobinho. Após inovar com as cobranças de pênaltis na versão da Copa do Mundo de 2010 e elevar esse sistema a níveis louváveis nos FIFAs anuais, a EA parece ter cedido ao pedido dos jogadores mais ruinzinhos. Era difícil bater pênaltis antes? Nem tanto, cinco minutos de treino resolviam isso. Acontece que nem todo mundo brincava nos minigames, muitos jogadores já iam direto pra partida e se ferravam bonito nos pênaltis. Agora, além de ser muito fácil bater, é ridiculamente mais fácil defender e não há quase nenhuma diversidade ou imprevisibilidade, o que, como já deu pra sacar, deixa um certo contraste no próprio jogo. EA, tudo bem que você não vai ler isso, mas trate de cuidar disso até semana que vem.


No mais, a demonstração de FIFA 15 nos rendeu boas horinhas de diversão, trazendo boas perspectivas do que está por vir. Com ou sem times brasileiros, a nova versão do melhor simulador do mercado não demonstra sinais de fraqueza na antiga geração e ainda dará sangue nos próximos títulos.
 
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