quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Tirando a poeira de Intocáveis

 
Philippe (François Cluzet), um refinado multimilionário tetraplégico francês, precisa de um auxiliar de enfermagem para auxiliá-lo nas suas atividades rotineiras. O contratado é Driss (Omar Sy), um senegalês que vive nos subúrbios de Paris, que acaba de cumprir uma pena de seis meses de prisão e que não tem qualquer formação para o cargo. [Sinopse lá do Filmow]


Quem é cinéfilo de verdade sabe que muitos dos grandes filmes são feitos no circuito europeu, em países como França, Espanha, Inglaterra, etc. Um dos destaques dos últimos anos é o francês Intocáveis, lançado em 2011 e dirigido por Eric Toledano e Olivier Nakache.

O roteiro, dos próprios diretores, é bem simples e não traz nada de diferente de muitos dramas: “a história de duas pessoas completamente diferentes que fazem uma grande amizade”. Porém, a forma como essa trama é conduzida é bastante interessante. Com um drama simples e uma boa dose de humor, Nakache e Toledano conseguiram deixar Intocáveis com uma cara diferente dos demais dramas.

O longa pode fazer os espectadores chorarem em algumas cenas ou cairem em gargalhadas em outras. Isso graças á eficiente direção e ás ótimas atuações. Omar Sy (Driss) e François Cuzet (Philipe) fazem bons trabalhos como os protagonistas. Dorothée Brière e Anne Le Ny também se destacam. A relação entre os personagens principais é feita de uma forma brilhante e este é o foco por aqui. Todos os momentos divertidos e tristes vividos por Driss e Philipe movem a obra.

A trilha sonora de  Antonio Lucio Vivaldi (A Culpa é das Estrelas) também merece destaque. As músicas funcionam de uma forma perfeita, alternando um certo tom quando se trata de um momento dramático e outro quando se trata de humor. Acrescentada a bela trilha sonora, está a bela paisagem em que a película foi filmada: a cidade de Paris, que ajuda bastante na estética do longa.



Intocáveis é um grande filme. Com uma direção eficiente, uma estética perfeita e atuações impecáveis, a produção merece ser assistida. Tudo bem que a montagem não é a melhor em algumas sequências, mas isso não tira o brilho da obra.

[MUITO RECOMENDADO]
 
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