quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Crítica - Maze Runner: Correr ou Morrer

 
Sem memória e completamente alheio ao que está acontecendo, o jovem Thomas (Dylan O’Brien) é deixado num local cercado por um imenso labirinto de pedras e habitado por meninos de sua idade. Após a chegada do garoto, o local passa a ser palco de acontecimentos ainda mais bizarros do que o fato de determinados jovens, os runners, serem os únicos a poderem andar pelo tal labirinto.


Para deixar claro de uma vez, admito que nunca li os livros da saga e só fui descobrir do que se trava quando o filme começou. Um trailer ou outro que havia visto não tinha me prendido tanto e acabei esquecendo a história. Assim sendo, pude imergir naquela misteriosa trama como fizera Thomas, mas me decepcionei ao não encontrar a densidade que o filme exigia...

Então vamolá. Maze Runner: Correr ou Morrer (pense pelo lado bom, pelo menos não traduziram o principal) é a adaptação roteirizada por Noah Oppenheim, Grant Pierce Myers e T.S. Nowlin a partir do livro escrito por James Dashner. É bom salientar que, apesar do número de gente botando o dedo na história, o filme não peca em seu roteiro. Alguns diálogos bobinhos aqui, outros clichezões um pouco mal utilizados ali, mas nada que, de fato, te fará pensar que os principais escorregões da obra se encontram neste aspecto.

Acontece que Wes Ball (um diretor promissor, por sinal) não dá o peso necessário, muito menos constante, aos momentos-chave da trama. Após iniciar muito bem a obra com um trabalho primoroso atrelado à boa montagem de Dan Zimmerman, Ball não consegue manter a seriedade e o tom adulto, apostando numa relação entre os personagens um tanto pobre e que resulta em cenas totalmente deploráveis. As atuações também não ajudam neste caso, não quero nem lembrar quanta preguiça dava ver Will Poulter até se esforçando para salvar seu personagem, mas também errando na mão ao interpretar Gally.

Tudo bem, apesar de cansar após a primeira metade e contar com uma inconsistente direção, Maze Runner suscita boas questões ao trazer uma alegoria bem rica: a do amadurecimento. O tempo todo, o filme apresenta metáforas relacionadas a esta "transição"  e o faz muito bem. Aliás, por que não pegar a adolescência como pano de fundo para isso tudo? “Você precisa amadurecer, Thomas” diz um dos garotos ao protagonista. E é aí que Wes Ball acerta em cheio.

O diretor também sai isento de maiores erros em seus planos e movimentos com a câmera. Não que estes sejam geniais (na verdade, passam longe disso), mas Ball sabe como trabalhar com a câmera dando significações maiores ao que coloca em cena e proporcionando alguns planos realmente bonitos. A fotografia de Enrique Chediak também ajuda por aqui, mesmo que soe demasiada excessiva em alguns casos, consegue cumprir seu papel.


Ainda contando com uma trilha sonora "mais do mesmo" e um som que ajuda na imersão da coisa toda, Maze Runner me pareceu uma mistura de Lost, Cubo, Nevoeiro, Jogos Vorazes e otras cositas más. Ainda que tenha diversos probleminhas em sua execução, as questões que levanta e as possíveis extrapolações me impedem de dizer que seria um dinheiro perdido...

[RECOMENDADO]
 
© 2014. Design por Main Blogger | Editado e finalizado por Guilherme e Carlos