domingo, 21 de setembro de 2014

Breve comentário sobre Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

 
Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade. [Retirado do AdoroCinema]

Filme lançado em 2014, dirigido e escrito por Daniel Ribeiro.

[Texto mais informal que de costume, não repare a bagunça]

Não sei a religião do Léo ou a forma como as pessoas ao seu redor (com exceção de seus amigos mais próximos) enxergam a homossexualidade. É importante dizer que estas nem são as questões que o filme se propõe a abordar. Pra falar a verdade o filme nem é sobre a homossexualidade, é sobre algo muito maior. É sobre o amor.

Livre das amarras do babaca pseudo-moralismo, dos pastores bundões que condenam o amor entre duas pessoas e da escrotíssima homofobia, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é uma história de amor que ensina a qualquer outra por aí como fazer um filme do gênero.

Ainda que eu tenha dado nota máxima e favoritado, o filme não é uma das melhores obras às quais eu já assisti. Mas tem seu valor, seja ele histórico ou como resposta a essa sociedade homofóbica e panaca que é, de um modo geral, a mundial.

Se mereceu a indicação ao filme tupiniquim a brigar por uma vaga no Oscar? Sei lá, ninguém pode pautar demais uma obra só falando de quantas ou quais premiações ela ganhou. Isso é babaquice. Mas tem uma coisa que me deixou animadíssimo quando essa indicação saiu: como eu desejo ver ver a cara do MALAfaia ao ler uma notícia dessas.

Não vou dizer "chupa, Malafaia" porque não vejo o motivo de mandar alguém chupar. Isso é, de fato, uma ofensa para todo mundo? Então, a menos que ele seja masoquista, mando um "na sua cara, seu mala!".

Bom, acho que é isso.

[Originalmente postado no meu Filmow]
 
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