sábado, 16 de agosto de 2014

Crítica - Morte Súbita

 
Nunca li Harry Potter. Aliás, antes de ler Morte Súbita (The Casual Vacancy, em inglês), 504 p., nunca havia lido nada da J. K. Rowling. E achei que, para conhecer o estilo da autora, nada melhor e mais prático seria do que ler um livro adulto de sua autoria e que fosse em apenas um volume - porque, afinal de contas, a série Harry Potter contém 7! 

Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente aos quarenta e poucos anos, a pequena cidade de Pagford fica em estado de choque. A aparência idílica do vilarejo, com uma praça de paralelepípedos e uma antiga abadia, esconde uma guerra. Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com os maridos, professores em guerra com os alunos… Pagford não é o que parece ser à primeira vista. 

A vaga deixada por Barry no conselho da paróquia logo se torna o catalisador para a maior guerra já vivida pelo vilarejo. Quem triunfará em uma eleição repleta de paixão, ambivalência e revelações inesperadas? Com muito humor negro, instigante e constantemente surpreendente, “The Casual Vacancy” é o primeiro livro para adultos de J.K. Rowling. [Sinopse retirada do site oficial do livro]
  
Tive uma excelente surpresa. Para os fãs de HP que esperam uma obra parecida, esqueçam. Aqueles que leram ambos afirmam que são obras muito diferentes: em temática e construção. Não há dúvidas de que Morte Súbita é um livro adulto, pois aborda temas "pesados" da sociedade, como infidelidade, drogas, inveja, política, intriga, violência doméstica, abandono e, como o próprio nome indica, morte. 

A história se passa em uma cidade do interior da Inglaterra, Pagford, e começa com a morte súbita de Barry Fairbrother, integrante do conselho da cidade. Os habitantes do lugar - alguns que amam e outros que odeiam Barry - ficam chocados com o acontecimento. Mas a notícia de sua morte é apenas o viés para as várias histórias que se desenrolam ao longo da obra, mostrando os inúmeros conflitos que existem ali, entre ricos e pobres, esposas e maridos, pais e filhos, professores e alunos. E, concomitante a tudo isso, aqueles que querem ocupar a vaga deixada por Fairbrother se digladiam em busca do voto dos moradores.


História bem "bolada", escrita de modo leve e fluido, e que mostra as diversas facetas da natureza humana: desde as melhores até as piores. Me fez refletir sobre variados assuntos relacionados à sociedade e ao preconceito - sempre ele, que se apresenta em nosso país através de comentários em campos de futebol, nas ruas, em discursos políticos e religiosos.

Uma ótima obra que me fez virar fã da J. K. Rowling. 

[MUITO RECOMENDADO]
 
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