domingo, 3 de agosto de 2014

Tirando a poeira de 2001 - Uma Odisseia No Espaço

 
Sou fã apaixonada e declarada de ficção científica. Vi mais filmes do gênero do que li livros. Mas uma coisa eu garanto: nenhuma história de ficção científica é tão grandiosa, bela, profunda e clássica quanto "2001: uma odisseia no espaço". O filme do genial (um dos meus diretores favoritos) Stanley Kubrick tem roteiro do mesmo autor, Arthur C. Clarke, que curiosamente lançou o livro após o filme.

No alvorecer da humanidade, a fome e os predadores já ameaçavam de extinção a incipiente espécie humana. Até que a chegada de um objeto impossível, além da compreensão das mentes limitadas do homem pré-histórico, prenunciasse o caminho da evolução. Milhões de anos depois, a descoberta de um enigmático monolito soterrado na Lua deixa os cientistas perplexos. Para investigar esse mistério, a Terra envia para o espaço uma nave tripulada por uma equipe altamente treinada, assistida por um computador autoconsciente. Do passado distante ao ano de 2001, da África a Júpiter, dos homens-macacos à inteligência artificial HAL 9000, penetre a visão de um futuro que poderia ter sido uma sofisticada alegoria sobre a história do mundo idealizada pela mente brilhante de Arthur C. Clarke e imortalizada nas telas do cinema por Stanley Kubrick. [Sinopse retirada do Skoob]


A mente de Clarke (falecido em 2008) era de um brilhantismo inexplicável. Sua visão do futuro científico da humanidade era assombrosa. Como ele mesmo diz no epílogo da obra, os astronautas da Apollo 11 leram o seu livro antes de ir à lua. E se impressionam tanto com as suas fiéis descrições que esperaram encontrar um monolito lá. E quando a Voyager viajou até Saturno, anos depois do lançamento do livro, todos ficaram espantados com o quanto as descrições da atmosfera do grande planeta e da sua lua Titã, feitas por Clarke, eram verdadeiras. E eu acho que um bom sci-fi deve encontrar respaldo na realidade ou, pelo menos, em uma realidade futura possível.

O livro tem um enredo incrível, que começa nos primórdios dos nossos ancestrais, os homens-macaco, e por sua árdua luta pela sobrevivência diária. Com uma fantástica descrição do mundo daquela época e do comportamento dos hominídeos, essa é uma das melhores introduções de livros que já vi em minha vida. Em um salto de milhões de anos, Clarke nos leva até a era da exploração espacial pelo homem e até o achado de um curioso objeto na Lua: um monolito negro, de perfeitas proporções geométricas e que é a primeira prova para a humanidade de que existe vida inteligente fora da Terra. Com isso os homens começam uma busca, através do espaço, pela origem daquele misterioso monolito. E para isso utilizam toda a tecnologia de que dispõem, entre eles o computador Hal-9000 (o personagem mais icônico da obra), uma máquina com inteligência artificial ilimitada e à prova de falhas. Ou não.

De tirar o fôlego, as descrições de cenários são, para mim, o ponto alto deste livro. Eu chamaria Clarke de "o Tolkien do espaço". Na segunda parte do livro, com a viagem até Saturno, os diálogos entre Hal, Frank Poole e David Bowman são muito bons também. E o mistério que o autor cria dentro da nave espacial Discovery One é de deixar qualquer um com cabelos em pé.


Não tenho muito mais o que dizer desta obra, apenas sua leitura pode mostrar ao leitor sua grandiosidade. Os diversos e maravilhosos sentimentos repassados através da escrita de Arthur C. Clarke são inexplicáveis. Recomendo para todos os que amam sci-fi e para aqueles que ainda não adentraram esse mundo épico da literatura de ficção científica. E recomendo também que assistam ao filme porque, afinal de contas, as duas obras foram feitas para se complementarem como uma só obra-de-arte. E que obra!

[MUITO RECOMENDADO]
 
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