sábado, 12 de julho de 2014

A Santíssima Trindade da Fotografia

 

Ao usarmos uma câmera compacta, famosa "Casas Bahia", nos deparamos com predefinições de ambiente e situações especificas para fotografar, tais como modo noturno, paisagem, retrato, sombra, luz do dia, etc. Esses modos são basicamente regulagens prontas de alguns recursos que a câmera têm para captar a luz da forma que a ação precisa ser captada, assim o usuário não gastará tempo regulando a câmera.

Existem vários recursos para se captar imagens com câmeras manuais e cada um tem suas consequências, então vamos falar hoje dos três parâmetros cruciais para realizar uma fotografia.

Abertura (Aperture)


A abertura é um recurso encontrado no interior da lente, portanto, em muitos casos costuma ser o primeiro parâmetro a ser calibrado. Ela consiste em um conjunto de lâminas chamado de Íris (ou diafragma), estas lâminas são sobrepostas lado a lado formando um circulo que aumenta e diminui o tamanho para regular a quantidade de luz que entra na câmera, assim como o nosso olho. 

A unidade de medida usada para a abertura é o f/ , que representa uma fração: f de distância focal e / da própria equação. Uma lente de 50mm com abertura f/2 quer dizer que a abertura máxima tem 25mm de diâmetro, 50/2=25. Obs.: Nas lentes voltadas para cinema a unidade de medida é o t/ , onde o t representa transmissão de luz, e ao contrario do f/ mede precisamente a luz que é captada.

Uma coisa que parece feita para confundir é a relação do valor da abertura e da abertura propriamente dita, onde quanto maior o valor da abertura, menor é o orifício de passagem de luz da Íris. Isso acontece justamente porque a unidade de medida é uma fração.

A principal consequência em alterar o valor de abertura, fora aumentar ou diminuir a quantidade de luz, é o ganho ou a perda de profundidade de campo, que em resumo é o famoso "desfoque de fundo" que as pessoas adoram. Obs.: se quiser saber mais sobre a profundidade de campo e um uso genial dela confira nesse post.

Velocidade do Obturador (Shutter)


A Velocidade do Obturador é simplesmente o cálculo do tempo de exposição da foto. Quanto maior o tempo de exposição mais luz é captada.

Nas câmeras SLR's (Single Lens Reflex) e DSLR's (Digital Single Lens Reflex) o sistema que regula a exposição é composto por 3 mecanismos que são acionados em seguida: a Íris, o Espelho e a Cortina.

Ao apertar o botão para fotografar o espelho da câmera, usado para refletir a imagem para o visor, é levantado e a cortina que fica atrás do espelho, usada para proteger o sensor, se abre para que a exposição inicie. Ao terminar o tempo de exposição, definido pelo usuário ou predefinido pela câmera, a íris se fecha completamente, interrompendo totalmente a passagem de luz, e em seguida a cortina se fecha e o espelho desce novamente.

O cálculo de velocidade do obturador é feito com segundos e frações de segundos. Ex.: 2s 1s 1/2s 1/4s .

Consequentemente, ao diminuir ou aumentar o tempo de exposição, o registro de movimento será modificado, pois ao fotografar um objeto que esteja se movimentando o seu rastro também irá ser registrado. Daí surgem os erros, como fotos tremidas ou borradas, mas também obras primas como fotos de desenho com luz (light painting) e panning.

ISO


O ISO é a sensibilidade do sensor durante a captação, ele é quase sempre o ultimo recurso usado para expor uma fotografia, principalmente nas câmeras digitais (DSLR), pois o sensor eletrônico pode forçar muito a interpretação da luz e acabar gerando fotos com muita granulação e aberração cromática.

Antes das câmeras digitais o parâmetro ISO (International Standard Organization), também chamado de ASA (American Standard Association) era embutido no próprio filme, de acordo com os compostos utilizados, tais como sais de brometo (baixa sensibilidade), cloreto (sensibilidade média) e iodeto de prata (sensibilidade alta), isso porque a sensibilidade não podia ser alterada na câmera e sim no tipo de filme usado.

O ISO costuma ser medido em valores que vão se multiplicando por 2 a partir do 100. Ex.: 100 200 400 800 1600. Mas atualmente nas câmeras DSLR's mais populares é possível hackear o sistema operacional e atingir níveis de ISO intermediários.

As consequências do ISO não são muito aproveitáveis, a não ser que você realmente queira uma imagem granulada, caso contrário é recomendável manter o valor mínimo possível para manter a nitidez da fotografia.


Como eu já disse, para cada recurso há uma consequência, então cabe a você tirar o melhor proveito de cada um deles de acordo com a situação. Se quiser congelar um movimento mantenha a velocidade do obturador rápida, se quiser fundo desfocado mantenha a maior abertura que puder e assim por diante. A última dica é usar a criatividade.

E isso é tudo por enquanto, podemos explorar melhor a fotografia com o tempo. Ainda temos muitos recursos complementares para falar como o balanço de branco, filtro de densidade neutra, fotômetro, etc.

Então deixe seu feedback logo abaixo para sabermos melhor por onde seguir. Até a próxima!
 
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