quarta-feira, 30 de julho de 2014

5 coisas que você não sabia sobre Planeta dos Macacos

 

Os mais novos podem não se lembrar de muita coisa ao ouvirem sobre Planeta dos Macacos. Porém, a história toda começa lá em 1963, ano em que Pierre Boulle lançou o clássico “La Planète des Singes”, livro que explodiu a cabeça de muitos ao apresentar uma distopia impressionante. Com mais de cinquenta anos nas costas, você consegue imaginar o que a franquia simiesca ainda não teve? Então venha conosco tirar a poeira de algumas curiosidades primatas.

1 – Orelha do Spock + criatividade = fantasia de chimpanzé


No começo dos anos 50, John Chambers, veterano da 2ª Guerra Mundial, se mudava para Califórnia para tentar a vida como maquiador na indústria televisiva. O desejo do rapaz não surgiu do nada, Chambers criava próteses para os soldados que perdiam membros durante a guerra e tal habilidade, com o fim dos confrontos, o incentivou a respirar novos ares. Após trabalhar em filmes como “A Volta ao Mundo em 80 Dias” e até mesmo na série “The Steve Allen Show”, o maquiador veio a ter bastante sucesso em “Jornada nas Estrelas”, onde criou a famosa e simbólica orelha de Spock. 

Acontece que seu trabalho chamou tanto a atenção de Arthur P. Jacobs, produtor do filme de 1968, que logo o artista se tornou o responsável pelo figurino dos primatas. A tarefa, segundo o documentário “Behind the Planet of the Apes”, era transformar cerca de duzentos humanos em andantes macacos. O orçamento não poderia passar de um milhão de dólares e as máscaras deveriam estar prontas em menos de quatro meses. Após um trabalho árduo e que rendeu muitas horas extras à equipe, as máscaras estavam prontas.


Assim como ditava a proposta, os chimpanzés possuíam traços mais parecidos com os dos humanos, os orangotangos estariam mais relacionados a uma classe estudiosa e inteligente e os gorilas levariam um ar mais ameaçador, representando a casta militar. Todas estas máscaras eram minuciosamente desenhadas para captar movimentos que o ator realizava, o que, segundo Charlton Heston,  fazia com que os atores pudessem “expressar emoção por meio daquela maquiagem”. Nada mal, hein?

2 – Na tela grande ou na pequena, o que importa é que valha a pena


Após o filme de 1968, outros quatro longas-metragens continuaram a história. Enquanto “Beneath” e “Escape”, as duas primeiras continuações, se saíram até bem se tratando de qualidade, nada salva as pérolas que vieram em seguida. Com uma vasta gama reaproveitável de figurino e cenários, É CLARO que esse milking duraria ainda mais, rendendo um seriado já em 1974.

Roddy McDowall, que atuara como César e Cornélius, também protagoniza a série encarnando Galen, um jovem chimpanzé enviado por Zaius para garantir a segurança de dois humanos que caíram na Terra. Superficialmente baseada nos plots que carregaram a franquia nos filmes, “Planet of the Apes” tinha seus episódios exibidos nas noites de sexta na CBS. Pra que sair e curtir a night quando se pode acompanhar esta maravilhosa série? Com 14 episódios, o seriado durou apenas uma temporada, mas seu sucesso lá fora fez com que seus episódios fossem reprisados por aqui.

3 – O Trapalhão no Planalto dos Macacos

A série citada na última curiosidade tem uma importância fundamental para que este filme saísse do papel. Aproveitando o sucesso dos primatas na televisão, J.B. Tanko roteirizou e dirigiu este filme-paródia para que os trapalhões também fizessem graça da coisa. Na trama, os amigos Conde (Renato Aragão) e Alex (Dedé Santana) são confundidos com perigosos assaltantes de joalheria. Após muita confusão, os dois entram em um balão que os leva a uma terra habitada por macacos falantes e que perseguem os humanos. Eu ainda não assisti a este filme, mas o Fred (que também escreve por aqui) já viu e disse que é imperdível. Se quiser tirar suas próprias conclusões, embedamos o filme completo logo abaixo.


4 – Arte sequencial com inteligência de macaco

Dentre os inúmeros spin-offs da série, os quadrinhos chamam a atenção pela quantidade de material lançado. Além das publicações (incluindo mangás) que adaptaram os filmes originais, outras editoras também pegaram uma carona no sucesso de Cornelius e cia. A Marvel, que não teve de “Casa das Ideias” nesta ocasião, tratou de readaptar os filmes para a mídia e até publicou algumas histórias originais, rendendo 29 revistas lançadas entre 1974 e 77. De lá pra cá gente de todo lado tentou fazer algum sucesso, teve britânico, húngaro e até mesmo filipino mandando papel para as bancas.


Em abril de 2011, mais pertinho do tempo em que nos encontramos, a BOOM! Studios lançou sua própria HQ de Planeta dos Macacos. A intenção não era das piores, a editora queria apenas contar o que aconteceu antes do filme de 1968. O grande problema é que, quase dois anos após o fim da publicação da revista, ela ainda não lançou a prometida edição final. Como se não bastasse, a mesma BOOM! já lançou outras séries e minisséries do universo. Quer mais? Na Comic-Con deste ano, a editora e a IDW anunciaram um crossover entre Planeta dos Macacos e STAR TREK! SIM! Na trama, Kirk se encontra na desconfortável posição de ajudar os orangotangos de Dr. Zaius. Nem preciso falar mais sobre isso.

5 – O "Jogo" de 2001

Juntamente com aquele lindíssimo filme lançado em 2001, um novo jogo chegava ao PC, PlayStation, Game Boy Color e Game Boy Advance. Fruto de um admirável trabalho de pesquisa e desenvolvimento de jogos, o título dispensa comentários e o vídeo abaixo explica o motivo. Bons sonhos.

 
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