quinta-feira, 10 de julho de 2014

Tirando a poeira de Rocky Balboa

 

“Rocky Balboa” é o fechamento ideal para a franquia. Antes de mais nada, é importante dizer que ela não é de toda boa, diria até que é mediana. Não me entenda mal, eu amo o primeiro filme e o segundo é muito bom, mas não há nada que salve as três pérolas que vieram em seguida.

Com expectativas baixas e - assim como o protagonista - motivo de piada pela estranha volta, o filme de Stallone teve uma boa recepção pela crítica e fez bons números em bilheteria. Enquanto que os gastos na produção não passaram os US$ 24 milhões, o filme rendeu US$ 155 milhões.

Escrito e dirigido pelo próprio Sly, o filme começa muito melodramático e desnecessário. A morte de Adrian entristece o espectador, mas se arrasta ao ponto de um dos planos mais horrorosos da franquia. Vemos uma espécie de holograma da amada de Rocky enquanto ele relembra momentos. Graças ao mesmo Stallone, isso tudo não passa do primeiro ato.


Quando nos aproximamos de uma hora de projeção, finalmente vemos o herói de gerações em seu treinamento para uma grande luta. Rocky envelheceu, mas ainda guarda uma grande e última luta. Quando vê que um programa televisivo exibe uma simulada luta entre ele e o atual campeão, isso o enche de vontade para desferir seus últimos golpes.

A luta final já é uma coisa esperada desde o primeiro filme e, assim como ocorre no longa que trouxe Rocky ao mundo, é muito bem feita toda a preparação de terreno para o clímax. Também é importante falar da presença de Marie, que levara uma bronca de Balboa no primeiro filme, e de Robert, filho de nosso protagonista. Ambos se encaixam na proposta e recebem boas atuações de Geraldine Hughes e Milo Ventimiglia, respectivamente.

É muito bom ver Stallone atuando de forma eficiente em um filme que tinha tudo pra dar errado. Melhor ainda é o lutador, que estava com sua imagem tão esquisita, sair com dignidade e entrar para a lista de marcantes personagens da ficção norte-americana.


“Rocky Balboa” não é o melhor filme sobre boxe, muito menos um dos mais marcantes sobre esportistas. Mas consegue fechar bem uma franquia que foi de mal a pior no século passado e ainda resgata a carismática e marcante figura de Rocky. Yo Adrian, we did it!

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