terça-feira, 15 de julho de 2014

Tirando a poeira d'O Planeta dos Macacos (1968)

 


Depois de viajarem pelo espaço durante séculos em estado de hibernação, o Coronel George Taylor e seus companheiros acordam quando a sua nave cai em um planeta desconhecido. Após andarem durante longas horas tentando encontrar um sinal de vida, eles descobrem que o planeta é dominado por macacos e os humanos são tratados como seres primitivos.

Dirigido por Franklin J. Schaffner e com roteiro de Michael Wilson e Rod Serling, o filme foi lançado em 1968 e, apesar de não possuir altos números nos cinemas, se pagou e foi elogiada pelos críticos.

Com a ajuda de Wilson, Serling soube desenvolver um roteiro muito interessante mesclando o mistério com a ficção científica, bem ao estilo de sua série Twilight Zone. Ao longo da trama, o protagonista Taylor (Charlton Heston) se desenvolve de uma forma bacana, assim como os demais personagens, com destaque também para Zira (Kim Hunter) e Cornelius (Roddy McDowall) que se tornam personagens fundamentais para o desenrolar da trama.


Um fato interessante que está presente na obra é a discussão política e religiosa dos macacos se mostrando sempre superiores aos homens e desprezando a presença dos humanos. Quem mais insiste em sempre vangloriar os macacos é o Dr. Zauis, interpretado de forma brilhante por Maurice Evans.

A maquiagem também funciona de forma bem eficiente. O renomado John Chambers fez um belo trabalho e soube desenvolver máscaras que se adaptassem á história e caracterizasse cada classe dos macacos. Assim como o figurino e a ambientação, que funcionam de forma eficaz.

O filme apresenta momentos de suspense, algumas rápidas cenas de ação e até algumas partes divertidas, graças a presença de personagens carismáticos, como o casal Zira e Cornelius e seu sobrinho Lucius. Todos esses momentos são acompanhados por uma trilha sonora que funciona perfeitamente.


“O Planeta dos Macacos” tem um roteiro muito bem desenvolvido, uma ótima maquiagem, atuações de primeira e um final surpreendente. Com esses e muitos outros pontos positivos, o filme é sem dúvida um dos maiores clássicos do cinema e uma das grandes ficções científicas já lançadas.

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