segunda-feira, 23 de junho de 2014

Tirando a poeira de Guerra Mundial Z

 

No ano de 2003, o livro "Guerra Mundial Z" (escrito por Max Brooks) chegou às livrarias e recebeu muitos elogios dos críticos. Dez anos depois, Marc Foster (Quantum of Solace) dirigiu o filme de mesmo nome que custou um alto valor, mas conseguiu bons números se tratando de bilheteria.

Um vírus desconhecido infesta grande parte da população deixando os infectados com características do tipo zumbi. Enquanto o exército tenta combater esses zumbis e evitar que toda a população seja atingida, um ex-agente da ONU, Gerry Lane (Brad Pitt), recebe a missão de descobrir uma forma de combater a infecção. Para isso, ele viajará ao redor do mundo e passará por vários países em busca de uma cura.

Tratando-se de uma adaptação, o filme não segue fielmente a trama do livro. Enquanto a obra de Max Brooks conta relatos de sobreviventes e do próprio agente, a de Foster se desvia disso e se torna uma trama que acompanha apenas a vida de Gerry Lane e sua família, sem contar com relatos. Se fosse uma adaptação fiel ao livro, o longa seria uma espécie de documentário.


Apesar de não se basear totalmente no livro, há algumas referências bem bacanas, como a aparição de alguns países presentes nas duas obras e a presença do Paciente Zero, que é a forma como o vírus se iniciou e a primeira pessoa que se tornou o transmissor.

O roteiro é simples e previsível, mas a direção funciona muito bem e faz com que este não fosse um problema. Isso porque o foco de Foster é na ação, que é bem explorada e não deixa de ser empolgante, sendo o ponto forte da produção mesmo com a classificação PG13. O suspense também está presente por aqui, proporcionando alguns momentos tensos ao espectador.

Brad Pitt faz um bom trabalho e soube encarnar bem Gerry Lane. Também podemos destacar Mireille Enos, Daniella Kertesze e James Badge Dale, que também fizeram bons trabalhos. 


"Guerra Mundial Z" tem alguns problemas, porém, a ação é muito boa e deixa o espectador atento durante as quase duas horas de duração. Marc Foster faz uma ótima direção e soube controlar muito bem o tempo disponível, eliminando cenas desnecessárias e deixando somente aquelas que acrescentassem algo à trama. Por ser uma adaptação, podemos dizer que o longa não tem tantas ideias bacanas quanto o livro, mas é mais divertido que a obra de Brooks. 

[RECOMENDADO]
 
© 2014. Design por Main Blogger | Editado e finalizado por Guilherme e Carlos