terça-feira, 17 de junho de 2014

Crítica - Prophecy: Volume 1

 

No mês passado, a JBC publicou a primeira edição de “Prophecy”, um famoso mangá de Tetsuya Tsutsui que foi lançado em 2012 em território japonês. No thriller policial, um homem, conhecido como homem-jornal, faz vingança com as próprias mãos contra a classe opressora.

O motivo do tal "homem-jornal" se vingar dessas pessoas é o fato de ele já ter sofrido bastante e por ter visto seus amigos também sofrerem. Para mostrar a vingança e a quem ela será destinada, ele faz vídeos e posta na internet dirigindo-os aos oprimidos. Erika Yoshino, a delegada de um Departamento de Crimes pela Internet, fará de tudo para descobrir onde ele está e tentar prendê-lo.

Os dois primeiros capítulos da revista são fracos e dão um certo desânimo ao leitor. Porém, quando o foco da trama é voltado para o "Justiceiro" a história consegue se desenvolver de uma maneira surpreendente. Com flashbacks interessantes e personagens bem desenvolvidos e com boas motivações, o roteiro se torna um ponto forte do mangá.


Para que o roteiro ficasse ainda mais completo, interessantes diálogos foram adicionados. Além dos personagens falarem de acordo com as "novas gerações", há comentários bem construídos de internautas que falam o que acharam dos vídeos postados pelo homem-jornal. Isso tudo graças á bela tradução de Edward Kondo, que soube adequar tudo à moda brasileira.

A forma como os aparelhos tecnológicos atuais estão inseridos na trama é bacana. As pessoas usam celulares modernos, tablets e sempre estão ligadas com as redes sociais. Quando um vídeo é postado, ele rapidamente se torna um viral, seja no "Yourtube" ou no "Nico Nico Douga".

Tsutsui também soube montar um bom suspense, que não envolve apenas o protagonista, mas vários personagens presentes na trama. Além disso, o autor soube desenvolver um mangá que se apoiasse na cultura tradicional japonesa, como a presença dos cybercafés de Tóquio e de outras cidades, mas que fosse comum á todos que a lessem independente do país do leitor.


O primeiro de 3 volumes de "Prophecy" mostrou que a trama tem potencial para se tornar um fenômeno mundial. A história não é nada inovadora, mas a forma como é contada e as referências presentes no mundo atual deixam o leitor bastante entusiasmado esperando pela próxima edição.

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