sábado, 28 de junho de 2014

Cinema, tecnologia e Mickey Mousing

 

Uma das coisas mais interessantes do cinema é ver o como os recursos de linguagem aumentam e são modificados de acordo com as evoluções tecnológicas, não sendo um tipo de arte em que o modo de fazer é exatamente igual a "x" anos. Essa qualidade garante que a linguagem acompanhe as tendências do momento e crie uma maior conexão com o público. Para adequar a nosso tema de hoje, tomemos o Vitaphone (1927) como exemplo. Foi o sistema sonoro que estreou a técnica de sincronia entre o som e a imagem rodada. E apesar de o sistema ter sido desenvolvido pela Warner Bros, quem realmente fez sucesso com a evolução da sincronia foi a Disney.



No meu último post, há exatas duas semanas, falei sobre uma grandiosa invenção para as animações dos estúdios do senhor "Valdisnei". Agora, pegando o embalo, vamos falar de uma técnica audiovisual da qual a Disney foi pioneira, tanto que a própria técnica acabou batizada como "Mickey Mousing". Assista ao vídeo abaixo e já já explicarei o que é..



O Mickey Mousing consiste no uso do som perfeitamente sincronizado com a imagem, desta forma é como se a música também atuasse representando os efeitos sonoros da ação. Essa espécie de sonoplastia musical, apesar de desenvolvida para animações, pode ser usada para praticamente qualquer tipo de produção audiovisual, nos filmes de terror, por exemplo, é clássico uso dela para pregar um susto no espectador. No fim a sincronia da musica com os cortes, efeitos, ações e etc, é aberto um leque enorme de possibilidades para enriquecer a obra.


Temos muito ainda para falar sobre o som nas produções audiovisuais. Um elemento determinante e muitíssimo subestimado, principalmente nas produções brasileiras. Mas enfim, deixe seu feedback nos comentários abaixo e até a próxima!
 
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