terça-feira, 6 de maio de 2014

Tirando a poeira d'Os Embalos de Sábado à Noite

 

Com sua boa dança e carisma, Tony Manero (John Travolta) é uma das figuras mais conhecidas das noites do Brooklin. Ao tomar conhecimento de um concurso envolvendo uma boa premiação, Tony conhece Stephanie Mangano (Karen Lynn Gorney) e os dois passam a treinar juntos.

Dirigido por John Badham a partir do roteiro de Norman Wexler e Nik Cohn, “Saturday Night Fever” conseguiu boas notas por parte da crítica e levou bastante gente ao cinema, lucrando quase US$ 280 milhões. Vale lembrar que muitos o consideraram como um dos melhores filmes de 1977.

Não há grandes nomes entre os idealizadores. Badham, um dos mais conhecidos, havia trabalhado em algumas séries e até dirigira filmes para a televisão. Por outro lado, o roteirista Wexler não escreveu mais do que sete longas. A importância destes dados para o texto? Acontece que o resultado de diversos erros é uma obra muito inconsistente e indecisa.

O roteiro acerta ao seguir poucos modelos hollywoodianos e se destaca nas situações envolvendo seus personagens. Porém, Wexler e Cohn se prendem a plots pouco interessantes. No final, e isto se deve também à direção, estamos cagando para o que está acontecendo na “grande dança”. O terreno é muito mal preparado e isso gera consequências irreparáveis.


Enquanto que John Travolta atua de forma cativante e engraçada, vemos um trabalho desagradável por parte de Karen Lynn Gorney. A californiana faz sua personagem com pouca inspiração e não corresponde aos anseios e desejos desta. Em suas primeiras aparições, a irreverência de Lynn é até interessante, o que cai por água abaixo quando descobrimos que este foi um dos maiores vícios da atriz.

Ainda em atuação, Donna Pescow captura bem a essência da estranha Annette e Martin Shakar até engana como Frank Jr. (o irmão de Tony).

Eu não desgostei de tudo, no final das contas é até um filme mediano. E se tem uma coisa que realmente sustenta grande parte disto é a trilha sonora. Com as grandes baladas dos Bee Gees e algumas composições de David Shire, o filme tem uma atmosfera sonora marcante e animadora.


Pode jogar suas pedras com a cara de John Travolta. Por mais que não seja um filme ruim, “Os Embalos de Sábado à Noite” tem escorregões que incomodam e até tiram sua vontade de dançar. Ainda não sei se arrisco ver sua continuação, mas só de saber que não há Karen Lynn Gorney já dá pra dar uma aliviada. E se tem algo que realmente nos deixa perturbados é o fato de ser roteirizado e dirigido por Stallone. Eita.

[NÃO RECOMENDADO]
 
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