sexta-feira, 16 de maio de 2014

Tirando a poeira de Up: Altas Aventuras

 

Após a morte de sua esposa, Carl torna-se um amargurado velhinho que se recusa a ter sua casa demolida para a construção de um novo prédio. O inesperado acontece e, ao enganar aqueles que o levariam para um asilo, Carl amarra balões em sua casa e parte para as “Cataratas do Paraíso”. Ir até este local era um sonho que Carl partilhava com sua esposa desde que eles ainda eram crianças, o que nosso senhorzinho não esperava era a presença do garotinho Russell na curiosa viagem.

Dirigido por Pete Docter e Bob Peterson a partir da história criada por estes e Thomas McCarthy, “Up” chegou aos cinemas em 2009. A animação foi muito bem recebida pela crítica e fez incríveis US$ 731 milhões em bilheteria. Trata-se da primeira – e elogiada – empreitada da Pixar com a tecnologia 3D.

Após sua estreia e viralização da primeira sequência, muito se fala dos primeiros dez minutos do filme. Eu sei que é emocionante, eu chorei, você chorou e até mesmo os fãs da DreamWorks choraram. Porém, o filme tem muito mais do que aquela excelente sequência de abertura.


Carl Fredricksen possui a vida de um velhinho qualquer. Mas quem, além dos escoteiros, se importa com o que ele tem a contar? Docter e Peterson sabem utilizar as ferramentas necessárias para oscilar os diferentes “climas” da trama com uma suavidade admirável. A dupla, logo após tirar algumas lágrimas do espectador, já faz com que este ria de uma cena envolvendo Carl acordando. A habilidade dos cineastas está presente durante todos os 96 minutos e é algo que dá gosto de ver. Artistas dignos de trabalharem na Pixar.

Por se tratar de um filme com poucos personagens, é de extrema importância que estes tenham suas personalidades e relações bem trabalhadas. Felizmente, temos a dupla Carl e Russell esbanjando naturalidade em suas interações (apesar destas seguirem um modelo comum) e os personagens secundários são tão interessantes quanto. Ver o cãozinho Dug expressando seu precoce, mas verdadeiro, amor por Carl é de se esboçar um sorriso com aquela lágrima querendo descer a qualquer momento.

E quando o filme acabou, veio aquele arrependimento de não tê-lo visto na época e em 3D. Se a beleza gráfica já impressiona, imaginar aqueles lindíssimos planos com a tecnologia torna-se coisa de outro planeta. Acompanhando toda esta maravilha visual estava a trilha sonora de Michael Giacchino. Preciso dizer algo além do fato de ele ter feito as músicas de Lost? Ainda bem.


Lágrimas. Risadas. Aventura. Lágrimas. Alegria. “Up” é tudo isso e mais um pouco. Você reclama que os momentos com os “cães falantes” são mentirosos demais e destoam do que o filme propunha? Nossa, eu jurava que fosse possível viajar com minha casa por aí...

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