quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tirando a poeira de Superman: O Filme

 
Krypton está prestes a explodir e Kal-El é enviado ainda bebê para a Terra. Durante a viagem, o kryptoniano aprende os costumes locais, história e ciência. Após sua nave cair em nosso planeta, o garoto é criado por Jonathan e Martha Kent até se tornar um jovem adulto e se mudar para Metrópolis. É nesta cidade que Clark entrará para o jornal Planeta Diário e nas horas vagas dará as caras como Superman.


Revisitar os clássicos é uma tarefa muito interessante e recomendável para qualquer um, o único problema é a possibilidade de se frustrar ao final do filme. “Superman” chegou às telonas em 1978 e é um grande marco para os blockbusters. O filme, além de trazer um elenco de peso e alto orçamento, definiu o subgênero super-herói nas telonas, não é a toa que o que tenha vindo depois se inspirou bastante no longa de Richard Donner. Porém, algumas coisas não podem ser esquecidas facilmente...

O filme começa agradavelmente com a representação de Krypton. O branco intenso e o figurino já desvencilham qualquer reconhecimento e nos apresentam a um planeta novo. É nestes primeiros minutos que conhecemos Jor-El (o pai de Clark), aqui interpretado por Marlon Brando. Por mais que conte com alguns diálogos engessados, o ator sabe muito bem como conduzir seu personagem e sua curta participação é muito válida. Aos poucos, a mitologia kryptoniana é contada e vai se amarrando à trama, o que resulta em algo estabelecido de forma muito coesa.

Porém, a destruição de Krypton é deplorável. É feito com que aceitemos que todos os habitantes se resumem a umas, digamos, trinta pessoas em um cômodo grande. Por que mais personagens não foram ao menos mostrados? Um bom número de figurantes correndo enquanto são atingidos e mortos não seria uma pedida ruim. Tudo bem que a explosão final acontece, mas poxa, quantos moravam ali?


O desenvolvimento do herói é interessante e bem feito. Em sua atuação Christopher Reeve faz aquele Clark desconcertado e tímido e, quando está com uniforme, dá vida à Superman em todo seu esplendor. Vou dizer que o roteiro é bem ruinzinho (primeiro momento com o uniforme, oi?), mas há situações louváveis. O Superman altruísta não é lá tão amigaço assim, valendo citar um dos momentos finais em que age completamente por benefício próprio. No mais, juntar cinco pessoas para escrever uma história (mesmo que uma delas seja Mario Puzo) não é lá uma ótima ideia.

John Williams, como ótimo compositor, realiza mais um bom trabalho de sua carreira, a música-tema triunfa enquanto o herói voa por Metrópolis e fica na cabeça por um bom tempo. Atrelado à boa música está toda a parte visual do filme, seja nos excelentes efeitos da época ou na eficiente direção de arte de John Barry.


Apesar de seus problemas, “Superman: O Filme” deve ser assistido e que seja considerada a época em que foi lançado. Um roteiro direto e uma montagem mais ritmada poderiam diminuir sua duração e transformá-lo num excelente filme, mas já que isto não aconteceu, ainda vale as duas horas.

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