quarta-feira, 14 de maio de 2014

Tirando a poeira da trilogia Bourne

 



Um homem desconhecido (Matt Damon) é encontrado baleado no mar. Após algum tempo, ele acorda não se recordando de nada e vai em busca de sua identidade. A partir daí ele descobre que é Jason Bourne e que era um soldado que fazia parte de um projeto chamado Treadstone. 

A série de livros escrita pelo americano Robert Ludlum deu origem à trilogia original. Por considerarmos esta um bom arco estrelado por Matt Damon, ainda não comentaremos sobre “O Legado Bourne”.

No primeiro filme, dirigido por Doug Liman, Bourne é perseguido por um grupo desconhecido na Suíça. Para isso, Marie Kreutz (Franka Potente) o ajuda a fugir do país e chegar até a França. E é na cidade de Paris onde acontecem as cenas mais interessantes. Há uma sequência em que Bourne luta contra um inimigo que invade seu antigo apartamento e muitas outras partes bacanas de ação, com destaque a uma perseguição de carros muito bem trabalhada e que deixa o filme ainda mais eletrizante.

A forma como Doug Liman desenvolveu o personagem também merece destaque. Aos poucos, é mostrado que Bourne não é uma pessoa comum, mas sim um homem treinado em várias artes marciais com diversas técnicas de combate e que sabe várias línguas.

Depois de muita ação por toda a Europa, Matt Damon se preparava para uma continuação. Porém, Doug Liman daria lugar a Paul Greengrass na direção. A Supremacia Bourne chegava aos cinemas em 2004.



Dessa vez, Jason está tirando umas férias em uma praia na Índia, mas elas logo acabam quando ele volta a ser perseguido. O encarregado de persegui-lo é Karl Urban, que se torna um excelente vilão ao longo da trama, sendo quase implacável.

A ação que foi muito bem desenvolvida anteriormente continua boa e até possui uma evolução. Outro quesito que “Supremacia” também evoluiu foi no roteiro. Anteriormente, víamos uma ação muito boa e um roteiro que começava a ser trabalhado. Agora, o roteiro foi continuado e recebeu evoluções interessantes, como a presença de um grande vilão e a maior importância de alguns personagens como a de Julia Stiles.

As poucas alterações que precisavam ser feitas em relação à “Identidade Bourne” receberam a devida atenção e isso fez do segundo filme da franquia uma produção quase impecável. Isso mostra que a troca de diretores não prejudicou o longa, muito pelo contrário.


Em 2007, mais uma vez pelas mãos de Paul Greengrass, “O Ultimato Bourne” foi lançado e se deu muito bem nas críticas e bilheterias. O início do fim da trilogia ocorre justamente onde o seu antecessor havia terminado: na cidade de Moscou.

Jason também passa por Paris, Londres, Madrid, Tânger e Nova York. Isso tudo por que ele ainda é perseguido e está em busca de toda a verdade. Em cada uma dessas cidades há momentos tensos e de muita ação. Destaque para quando Bourne está no Marrocos e tem de combater um vilão que tem muitas técnicas semelhantes á ele.

Não podemos nos esquecer da perseguição de carros, que ocorre em Nova York, e não poderia faltar. O suspense também merece respeito e é feito de uma forma tão bacana que torna este quesito impecável e uma grande evolução em relação aos anteriores.

“O Ultimato Bourne” é sem dúvidas um dos melhores filmes de ação/suspense dos últimos tempos. Além de ser eletrizante do início ao fim, o desenrolar da trama é feito de forma perfeita e que não deixa o espectador cansado em momento algum.


Com três filmes sensacionais, a trilogia merece respeito. Doug Liman e Paul Greengrass fizeram ótimos trabalhos e contaram com um grande ator que fez um papel que ficará marcado em sua carreira. Matt Damon soube mostrar que Bourne é um espião em busca pela verdade e para isso teve que mostrar todas as suas técnicas de combate para derrotar dos mais diversos inimigos espalhados pelo mundo. Não podemos nos esquecer da ótima trilha sonora de John Powell, que acompanha Bourne desde os momentos tensos aos que ele triunfa.
 
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