sexta-feira, 9 de maio de 2014

LEGO e boas sacadas: o poder imaginativo de Simpsons

 
Os Simpsons encontram-se num mundo feito de LEGO. Homer, após descobrir que há uma realidade “paralela” em que todos são feitos de carne e osso, resolve descobrir o que realmente aconteceu.


Não há dúvidas a respeito do peso comercial que tem este episódio: já existe uma linha LEGO baseada na série e há um valor de propaganda muito grande para que este especial fosse feito logo no 550º episódio. E sabe o que impressiona ainda mais? O fato de “Brick Like Me” ser divertidíssimo e muito bem feito.

Como eu já disse num post anterior, não é a primeira vez que os produtores resolvem contar um episódio a partir de uma “realidade” diferente. O "Treehouse of Horror VI" já trazia Homer entrando no mundo da animação 3D e o fez de forma coerente à proposta ali apresentada. O que faz este aqui chamar ainda mais atenção é a forma como eles brincam com muitas questões culturais dos bloquinhos. Após perder um braço, Marge não se desespera e abre uma gaveta cheia de outros deles. Em outra ocasião, há o descaso à classificação indicativa que Skinner tem ao deixar Bart remontar a escola.

Este tipo de piadinha, apesar de esperada, incrementa bastante e tira boas risadas do espectador, sem falar que o próprio episódio se apoia em muitas delas para criar seu próprio ritmo. Parodiando até mesmo os videogames baseados em LEGO, Brian Kelley e Jon Kern fazem um excelente trabalho no roteiro.


Apesar de não ter me estendido, meu texto apenas ressalta o que digo há tempos: a série não perdeu seu valor ao longo dos anos, apenas soube se reinventar e continuar com seu espaço na televisão. E se diversos episódios deste novo milênio corroboram com minha afirmação, “Brick Like Me” vende um produto sem deixar a ótima qualidade de lado. Me desculpe, Kotaku, mas Simpsons não se tornou nenhum lixo.

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