quarta-feira, 7 de maio de 2014

Crítica - Tomb Raider

 
Nos dias de hoje, é cada vez mais comum ver uma famosa série sendo recomeçada do zero. E cinco anos após lançar “Underworld”, a Crystal Dynamics mostrava ao mundo seu reboot de “Tomb Raider”. O jogo foi muito bem recebido em crítica, público e vendas, batendo um milhão de cópias logo em quarenta e oito horas. As primeiras plataformas a recebê-lo foram PS3, Xbox 360, PC e Mac. Em 2014, a Definitive Edition (que inclui todos os DLCs numa nova versão) chegava ao PS4 e Xbox One.

A recente história já nos mostra o sucesso alcançado pelo título. Mas será que ele vale a pena mesmo?


Lara Croft é uma jovem exploradora que cai em Yamatai junto com seus companheiros de exploração. É nesta ilha que ela deverá enfrentar seus maiores medos, matar pessoas para sua sobrevivência e salvar seus amigos. Como se a aventura para tentar sair do lugar já não fosse o bastante, há uma perigosa seita realizada pelos nativos dali.

Finalmente damos adeus àquela Lara desgastada e pouco crível para então conhecermos uma personagem muito mais real. A nova protagonista chega ainda crua à ilha e seu desenvolvimento é crucial para o despertar de uma nova heroína. Nada de chegar atirando em todos os inimigos, a personagem hesita muito na primeira vez que está prestes a matar alguém e estas minúcias nivelam o amadurecimento de Lara no decorrer do jogo. Há quem diga que a última aparição já mostra a “clássica personagem”, eu só lembro que não tem nenhum “homem num corpo de mulher” ali.

Lost já mostrou que uma ilha carrega seus mistérios. Em suas devidas proporções, é claro, Yamatai aprende muito com a grande série e amarra suas revelações ao que está acontecendo na história principal. No mais, a ilha é de uma beleza gráfica absurda, tem uma mitologia interessante e momentos épicos lhe aguardam logo nas primeiras horas de jogo. O que dizer da parte da torre de comunicação? Ops..


A trama é cheia de clichês e, muitas vezes, não interessa muito ao jogador. Porém, são clichês utilizados da forma correta e não incomodam. Tudo serve como pano de fundo para a aventura acontecer, e se isso ainda vem acompanhado de bons personagens e motivações convincentes, aquela jogatina descompromissada toma proporções ainda melhores.

“Tomb Raider” pega diversos elementos de outras obras e os adapta a fim de encaixar em sua proposta. Há muito de Uncharted ali e isso, de forma alguma, é mera tentativa de ganhar dinheiro com o que já fez sucesso antes. Tudo bem que ainda é um produto, mas o que foi reutilizado em questão de gameplay e história apenas incrementa o que de bom o título já levava consigo.

E por falar nele, o gameplay é um dos mais viciantes da última geração. Você mata, corre, mata, caça, morre e mata durante as oito horas de jogo e não há como se cansar disso tudo. A Crystal Dynamics deu todo um climão de aventura e o sistema de evolução de armas é bem bacana. Com as peças encontradas no caminho e algumas coisinhas reviradas de umas caixas, você modifica e até “cria” novas armas. Aliado à ótima jogabilidade, matar um inimigo neste game é algo muito recompensador, acreditem em mim.


Por eu só tê-lo elogiado, acho que faria mais sentido se “Tomb Raider” aparecesse nos 5 Motivos ao invés daqui. Porém, acho que dissequei o suficiente do título e a recomendação tá aí. Vide a quantidade de plataformas disponíveis, não há desculpas para você não jogar. Então adquira logo a Definitive Edition e nos conte mais sobre ela.

[MUITO RECOMENDADO]
 
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