quinta-feira, 1 de maio de 2014

Crítica - O Espetacular Homem-Aranha 2

 

Se com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, com muitos vilões aumenta-se a chance de dar merda. Não vou ficar revirando o passado em busca dos filmes que o fizeram, mas posso afirmar que “O Espetacular Homem-Aranha 2” não é um destes. O filme encontra o tom que seguirá ao longo de seus 142 minutos e não decepciona.

Após os acontecimentos do primeiro longa, Homem-Aranha (Andrew Garfield) continua perambulando por Nova York como um bom amigo da vizinhança. Tudo muda quando Max Dillion (Jamie Foxx) se transforma na ameaçadora figura de Electro e as coisas começam a conspirar contra Peter.

Pode parecer maluquice para muitos e eu não ligo se você pensa diferente, o fato é que eu gosto dos filmes de Sam Raimi e aprecio o reboot iniciado em 2012. Não concordo que o universo tenha sido reiniciado cinco anos após a trilogia original, mas, sejamos sinceros, uma hora ou outra a Sony faria questão de botar um novo Cabeça de Teia nas telonas.


Como faço com todos os filmes que vejo, fui de mente aberta e coloquei minhas expectativas lá embaixo. O resultado é um trabalho que conta com um muito interessante desenvolvimento de personagens e que não sente pudor ao trazer o irreverente herói dos quadrinhos. Estes dois aspectos, é importante dizer, eram duas das muitas carências do primeiro filme.

Gwen deixa de ser o interesse romântico quase que obrigatório e é crucial para os acontecimentos da trama. Enquanto que o roteiro trabalha o pano de fundo da personagem, Emma Stone dá vida a esta loirinha que roubou o coração de Parker. Djang-- digo, Max Dillon é um excelente vilão e encarna Electro de forma a conquistar a atenção do espectador. No total, são três aqueles a atazanar a vida de Homem-Aranha e cada um é bem encaixado pelo roteiro, seja em tempo ou em desenvolvimento.

No roteiro, a dupla Alex Kurtzman e Roberto Orci (Além da Escuridão: Stark Trek) se junta ao estreante em longas Jeff Pinkner. A história não desagrada, mas a sensação final é de que alguns importantes momentos passam batidos e/ou foram explorados de forma rápida. De resto, Marc Webb trabalha bem e incrementa o filme. Há de se destacar as ótimas cenas de ação, as relações entre os personagens e, como já foi adiantado, a preocupação - e sucesso - de Webb em encontrar o tom certo para a narrativa.


Hans Zimmer na trilha sonora já empolga qualquer um, mas “O Espetacular Homem-Aranha 2” por si só já é um grande filme. Variando na medida certa entre humor e drama, a obra merece sua atenção. Peter Parker zuerinho é garantia de, pelo menos, umas boas risadas.

[MUITO RECOMENDADO]
 
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