domingo, 25 de maio de 2014

Crítica - Godzilla

 

Depois de ser massacrado pelos críticos no filme lançado em 1998, Godzilla volta às telonas, desta vez com a distribuição da Warner (antes era a Columbia) e direção de Gareth Edwards (Monstros).

Joe Brody (Bryan Cranston) vivia com sua família no Japão, onde trabalhava em uma usina nuclear junto a sua esposa. Certo dia, há um acidente na usina e sua esposa acaba morrendo. Joe passa a criar seu filho Ford (Aaron Taylor-Johnson) sozinho e tenta encontrar uma explicação plausível para o acidente. Quando Ford já é adulto e entra para o Exército, ele tem de proteger sua família de monstros que invadem o mundo em vários territórios, um destes é Godzilla, que agora está maior e mais assustador que nunca.

A primeira metade do filme tem um roteiro muito bem explorado. A relação de Joe com seu filho é mostrada de uma forma plausível e as consequências do acidente nuclear são aceitáveis. Porém, na segunda metade, a ação toma conta da trama e o bom roteiro que possuía ótimos personagens é deixado de lado, com a presença de personagens sem motivações e com atuações que deixam a desejar.


O personagem Joe Brody é um dos poucos bem desenvolvidos e conta com uma boa atuação de Bryan Cranston. Há alguns outros destaques como é o caso de Hiro Kanagawa. Aaron Taylor-Johnson (Kick-Ass) faz uma atuação apenas mediana, alternando bons momentos com outros fracos. Essa alternância também ocorre com Elizabeth Olsen, que faz o papel da esposa de Ford e é uma personagem sem nenhuma motivação e que não acrescenta nada á trama.

Além de ser mal explorado, o roteiro também apresenta muitos clichês que incomodam e algumas cenas são previsíveis. As cenas de ação entre os monstros também são fracas e bastante enjoativas.

Apesar de ter muitos problemas no roteiro, os efeitos visuais são impressionantes. O visual do Godzilla gigantesco e dos outros monstros são muito bem feitos, assim como a destruição trabalhada nos mínimos detalhes que é feita nas cidades. Isso tudo é acompanhado por uma boa trilha sonora, que apesar de ser esquecível, acompanha de maneira eficaz a ação e o drama do longa.


Tudo bem que a trilha sonora e os efeitos visuais são empolgantes. Porém, o roteiro é mal trabalhado com o desenrolar do filme e apresenta personagens sem nenhuma motivação e com atuações medianas. Vamos torcer para que o diretor e os roteiristas da continuação possam resolver esses diversos problemas e fazer um longa que mereça uma atenção maior de todos os fãs do monstrengo.

[NÃO RECOMENDADO]
 
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