quarta-feira, 21 de maio de 2014

5 motivos para jogar Thomas Was Alone

 

Quando assinei a PlayStation Plus, deixei de lado meus preconceitos e passei a experimentar alguns jogos independentes. Assim como na grande indústria, alguns são obras-primas e outros são belas bostas, mas “Thomas Was Alone” me surpreendeu por um motivo a mais: minha implicância com o minimalismo foi por água abaixo e me apaixonei pelo jogo logo nos primeiros minutos. 

O título se baseia na aventura do bloquinho Thomas em superar uma série de puzzles. Com o passar dos mundos, novos amiguinhos se juntam a ele nesta empreitada que deveria ser patrocinada pela Lego.


#5. Blocos

Não se engane, os personagens têm personalidade e são aprofundados de forma admirável. Tudo é narrado por Danny Wallace, um escocês que trabalhou no roteiro de Assassin’s Creed III e faz as vozes de Shaun Hastings na franquia sanguinolenta. O cara, aliado ao bom roteiro, dá uma dimensão interessantíssima à obra, o que resulta em meros bloquinhos coloridos sendo mais humanos do que nós mesmos.

Há relacionamentos amigáveis e até amorosos entre os personagens, valendo citar um momento impagável em que um deles sente ciúmes pelo interesse alheio em seu amor platônico. No final das contas, você já se identificou por algum bloquinho e se encontra imerso naquela aventura descompromissada. Será que o jogo não foi dirigido pelo Spielberg?

#4. Simplicidade


Em meus gloriosos tempos de Wii, “Lost in Shadow” marcou algumas horas de jogatina. Se você procurar vídeos na internet, com certeza falará que não há nada demais numa sombra percorrendo um castelo. Mas aquela simplicidade na mecânica me conquistou assim como a presente por aqui. Apesar de tudo parecer muito simples à primeira vista (e de fato isto permanece até a última fase), a complexidade dos puzzles aumenta na medida em que o jogador desenvolve suas habilidades. Isso sem deixar de lado o fator humildão do título.

#3. Visual

É muito errôneo afirmar que jogos indie não podem ter gráficos “de ponta”, experiências recentes já tiram os créditos desta sentença. Mas uma boa alternativa a uma possível escassez de grana é apostar numa proposta visual sem muitas pretensões realistas. Mike Bithell colocou suas fichas nas formas com ângulos retos e o resultado é algo muito bonito.

E se sobra um espacinho para falar do level design, acho que o vídeo abaixo explica um pouco.


#2. Gameplay viciante

Cada personagem com sua especificidade contribui para a resolução dos desafios. Muitas fases exigirão uma combinação entre eles e a já falada linha de aprendizagem é bem tênue ao deixar o jogador á vontade com os puzzles. O que isso tudo significa? Um gameplay viciante que te faz soltar aquele “ah, vamo lá, só mais uma fase...”.

#1. E aí?


Ao final, cada um faz a leitura que a experiência de “Thomas Was Alone” lhe proporcionou. A minha, assim como o jogo, não foge muito da simplicidade. O que são os desafios e sinuosos percursos pelos quais passamos em nossas vidas? A maioria deles é quase impossível se decidirmos passar sem nenhuma ajuda, outros farão com que escolhamos com cautela o momento exato para sua resolução. E após tudo aquilo passar, o que realmente interessa foi a jornada e como tiramos proveito e fazemos graça dela.
 
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