terça-feira, 8 de abril de 2014

Os filmes do Capitão América - Parte 2

 
Você já deve ter visto a Parte 1 do nosso especial sobre os filmes do Capitão América. Analisamos as pérolas de um passado mais distante e agora vamos nos aproximar a algo um pouco mais atual. Então venha conosco nesta estranha viagem com as cores da América.

O filme de 1990



Por fazer parte da infância de muitos, o receio é sempre grande ao falar sobre sua qualidade. Mas, indiscutivelmente, é um filme horrível em todos os aspectos possíveis e impossíveis. Dada a sua proposta, seria melhor que os Monty Python tivessem feito esta adaptação.

Dirigido por Albert Pyun a partir do roteiro de Stephen Tolkin e Lawrence Block, “Capitão América” estreou em 1990. Como a matinê não era bem um filme e os longas que vieram décadas depois foram exibidos na televisão, esta foi a primeira vez em que o herói foi direto para a grande tela. 

Temos aqui o Steve Rogers mais patético e bobo de todos. Além de não possuir nenhuma motivação, o personagem sofre com a inexistente atuação de Matt Salinger. Ainda temos a história sem nexo, as cenas mal dirigidas, os efeitos maravilhosos e um romance desnecessário que resultam no pior filme de super-herói que você poderá assistir.

Mas ainda é possível se divertir? Eu não sou masoquista, mas este deve ser o filme mais recomendado para aqueles que queiram iniciar nesta prática.

A entrada no novo universo Marvel


Após Hulk, Homem de Ferro e Thor receberem seus filmes num novo e interligado universo, faltava o patriota para adubar o solo dos Vingadores. “O Primeiro Vingador” chegou aos cinemas em 2011 e, mesmo conseguindo bons números em bilheteria, não chegou a surpreender.

O roteiro de Christopher Markus e Stephen McFeely é eficiente ao desenvolver o personagem numa veracidade interessante. É claro que é preciso um pouco de suspensão de descrença, mas a dupla faz sacadas geniais no decorrer da história e usam excelentes artifícios para explorar a mitologia do herói. Por outro lado, tal história é muito mal passada para a tela, o que acarreta num primeiro ato fantástico e um restante preguiçosíssimo.

A abordagem de Joe Johnston é bastante parecida com a de Spielberg e isso fica muito evidente em várias sequências. Há, inclusive, referências a “Caçadores da Arca Perdida” logo no início (o cineasta trabalhou nos efeitos especiais do filme de Indiana Jones). Mas após transpor de forma magnífica a origem do protagonista e apresentar os demais personagens, Johnston dirige cenas genéricas e não consegue juntá-las para dar algum ritmo à trama. Quem sabe o próprio Steven Spielberg fizesse algo mais interessante.

No mais, o filme introduz Chris Evans, o Capitão América definitivo. Evans trabalha muito bem seu personagem e a respeito de sua atuação não tenho do que reclamar. Tal qualidade se repete no longa da super-equipe.

Os Vingadores




Como não se trata de um filme próprio do herói, vale apenas a citação. Em 2012, o esperado blockbuster estreou e logo passou a ter uma das maiores bilheterias da história (ultrapassando a marca de um bilhão e meio de dólares).

Com personagens já bem apresentados (graças ao eficiente trabalho realizado pelas aventuras solo), o longa não perde tempo explicando muita coisa e já entrega o que se propôs desde o início. E em suas pouco mais de duas horas diverte desde o espectador comum até o aficionado por quadrinhos.

"Os Vingadores" é um excelente filme de ação e um dos melhores sobre super-heróis.

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Gostou do post? Clique aqui para acompanhar o especial do patriota Capitão.

 
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