sexta-feira, 21 de março de 2014

Tirando a poeira de Half-Life

 


"É  um daqueles dias, eu acho", comenta um segurança do centro de pesquisas Black Mesa, ao tentar reiniciar seu computador após uma queda do sistema, minutos antes de um acidente que mudaria radicalmente o destino da Terra. E dos video-games.

Afinal, quem nunca teve um desses dias em que nada dá certo? Desenvolvido pela Valve Corpotation e lançado em 1998 para PC, Half-Life narra o dia de azar de Gordon Freeman, um físico teórico formado no MIT que nunca segurou uma arma na vida. Depois de chegar atrasado ao trabalho e acidentalmente quebrar um micro-ondas, Freeman estreia uma nova categoria de acidentes no trabalho, ao criar um portal para outra dimensão durante um experimento mal-sucedido.

Munido apenas do icônico pé-de-cabra e sua útil roupa HEV, Gordon atravessa o gigantesco complexo científico de Black Mesa, lutando contra aliens, zumbis, militares e até mesmo ninjas, coletando armas mais poderosas e obtendo ajuda de cientistas e seguranças no caminho. Seu destino é o complexo lambda, onde o doutor tem uma chance de se teleportar para o planeta dos invasores e impedir uma catástrofe ainda maior.


A progressão de cada fase é variada o suficiente (mais que qualquer Call of Duty, garanto) de forma que o jogo não se torne monótono após algumas horas de jogatina. Nesse aspecto, é notável a preocupação dos level designers da Valve a criar, desde o "tour" que você faz pela empresa no início do jogo aos ambientes massivos do planeta Xen, um espaço que em momento algum deixa de ser atrativo e intrigante ao jogador.

Um elemento presente nos jogos da Valve desde então é a trama que se desenrola a partir do próprio gameplay. Ao invés de ter a jogatina constantemente interrompida por cutscenes, a experiência fica por conta daquilo que você vê ou ouve durante sua jornada ao complexo lambda. Embora para os jogadores mais novos possa parecer algo desafiador, é essencial ficar atento ao que acontece ao redor para ficar a par da situação: não há objetivos escritos, missões detalhadas ou um mapa para se localizar. Tudo isso, é claro, desempenha um papel fundamental para atingir o nível de imersão pretendido pelos desenvolvedores.

Apesar de sua idade avançada, Half-Life é um jogo que envelheceu maravilhosamente bem, com mecânicas que permanecem em grandes títulos até hoje, ambientes e combates de tirar o fôlego, uma ótima trilha sonora e é claro, uma história aclamada pela crítica. O jogo ainda rendeu uma sequência igualmente aclamada em 2004, com mais dois episódios em 2006 e 2007.

O futuro da série, no entanto, é tão misterioso quanto o intrigante Gman, personagem de terno e maleta que você encontra no plano de fundo em diversas partes do jogo: não fazemos ideia de quando iremos reencontrá-lo, mas sabemos que será aterrorizantemente emocionante.

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