sexta-feira, 14 de março de 2014

A franquia Tony Hawk tem salvação?

 

Gostar de Tony Hawk eu gosto, e muito. Mas são inegáveis os tropeços que a Activision tem feito nos últimos anos. E se também não surpreende o declínio da franquia, não posso deixar de falar o que considero que poderia tirá-la do túmulo onde se encontra.

Primeiramente, falemos da era Pro Skater. Com quatro excelentes jogos, não houve um momento em que as evoluções em jogabilidade e gráfico deixaram de estar presentes. A proposta era basicamente a mesma, com o terceiro jogo expandindo a gama de possibilidades e o quarto repetindo e incrementando a fórmula. Um sucesso, quadrilogia para se recordar sempre.

Os dois títulos Underground e o American Wasteland também se saíram muito bem. Aquele mesmo grau de aprendizagem intuitiva prevalecia e as tais possibilidades continuavam a aumentar. Quem diria que fazer parkour no videogame seria algo tão divertido? Os cenários foram ficando gradativamente maiores e neste último citado já estávamos em verdadeiras cidades.

Com um spin-off até divertido que foi Downhill Jam, a entrada de vez na 7ª geração era aguardada e as expectativas só aumentavam. Mas a partir daí a franquia foi se afundando num buraco sem fim.


Project 8 e Proving Ground podem até parecer divertidos à primeira jogatina, mas tornam-se repetitivos e enjoam em pouco tempo. Sem falar do modo multiplayer do primeiro, que não entrega o que promete e é bastante fraco. Proving Ground foi o concorrente direto do ascendente Skate, jogo que acabou vencendo a briga e conquistando diversos fãs dos jogos de Tony.

E precisamos mesmo falar de Ride e Shred? Considerados os piores jogos da série, necessitavam de um aparelho caro e que, assim como as guitarras ou baterias de Guitar Hero, logo se afundariam em poeira.

Em 2012, era lançado Tony Hawk’s Pro Skater HD. Um remake bastante simplício, que nem em mídia física seria vendido e serviria apenas para agradar os jogadores de longa data. Cumpriu o que propôs? Sim, mas não era bem o gás que a franquia precisava. Se for pensar mais positivamente, pelo menos não exigia aquele maravilhoso equipamento de Ride/Shred.


Por fim, analisadas as circunstâncias e o histórico, um retorno ao que consolidou a franquia seria algo a se pensar. Não estou falando do recente remake, e sim de um Pro Skater 5, algo que resgatasse o espírito dos primeiros títulos e tivesse como único objetivo a diversão. Talvez por se levarem a sério demais, alguns jogos acabaram esquecendo do que um jogador da franquia espera quando um novo é anunciado. Por isso, Activision, esqueça do pedaço de plástico, abra mão de remakes e retorne de vez à THPS.
 
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