quarta-feira, 12 de março de 2014

5 motivos para ver Twin Peaks

 

Twin Peaks é uma pequena cidade ao norte dos Estados Unidos, local um tanto quanto sossegado. Mas quando Laura Palmer, uma jovem estudante do ensino médio, é assassinada brutalmente, a investigação do homicídio mobiliza praticamente toda a cidade.

Criada por Mark Frost e David Lynch, a série foi uma das mais vistas da década de noventa e hoje recebe a atribuição cult. Com 30 episódios, Twin Peaks teve duas temporadas e um filme.

Por que diabos ressuscitar uma série tão antiga e desconhecida? Se você quer motivos, nem preciso dizer que coloquei cinco logo abaixo. Então deixa de ser preguiçoso.

#1. Assassinato

Laura Palmer era bastante querida pelos habitantes de Twin Peaks. A jovem tinha amigos desde o colégio até áreas mais afastadas. Isso faz com que sua morte, além de mexer emocionalmente com muitos, torne-se um dos maiores mistérios da série. Quem a matou? Onde? Por quê? Espera, ela não era tão boazinha quanto imaginávamos? Nem todos os questionamentos serão respondidos, LOST já nos mostrou que isso é impossível, mas o desenrolar da trama é tão bem feito que isso deixa de ser um problema.

#2. Cidade pequena

Com 5.201 habitantes (e não os insistentes 51.201 da placa da introdução) pode-se dizer que “todos se conhecem”. Há a lanchonete famosa, suas lindas atendentes, o hotel da cidade, o xerife carismático, a pequena escola e até mesmo o pescador bigodudo. Todos se conhecem e nós, os espectadores, passamos a conhecer e se interessar pela vida naquela cidade.


A escolha pela pequenez e simplicidade do local faz com que nos apaixonemos logo de cara, acompanhar os mini-plots da trama acaba sendo divertido. Em um momento nos vemos intrigados em descobrir se um crítico vai ou não visitar a tal lanchonete. Sim, é esse o nível de imersão.

#3. Surrealismo

Assim como em outros grandes trabalhos de Lynch, o surrealismo é bastante presente. Não vou (e nem acharia justo) entregar algumas das cenas e acontecimentos que envolvem tal conceito. Digo apenas que para assistir ao seriado é necessário entrar de mente aberta, sem medo do que virá e já alertado que a coisa pode tirar um pé da realidade.

#4. Sonhos

Outra marca do diretor americano é o uso dos sonhos. Não vemos algo tão grandioso e complexo como “Mulholland Dr.”, mas uma obra que caminha sem deixar o espectador pra trás e que, mesmo assim, não duvida de sua capacidade de fazer leituras mais aprofundadas. Os sonhos são muito frequentes durante todo o decorrer da série, sempre muito bem utilizados e importantíssimos para a história.

#5. Dale Cooper

Por fim, e extremamente mais importante que tudo o que já foi citado alguma vez na história desse post com essa frase enorme, temos Dale Cooper, o agente do FBI. Interpretado por Kyle MacLachlan, Cooper é enviado a Twin Peaks para investigar o assassinato de Laura. Além de ser um importante personagem no roteiro, o agente adquire a confiança do espectador e seu carisma faz dele um protagonista memorável. Suas frases, sempre icônicas e com timing perfeito, são dignas de se tornarem tatuagens.


Dale é peça fundamental para Twin Peaks, sem ele a série não teria feito tanto sucesso e eu nem estaria a recomendando, quem sabe nem existisse? Então pegue sua xícara de café, corra para a locadora mais próxima do seu navegador e passe a morar nesta tão misteriosa cidade.

Obs.: Para o genial artista da segunda lindíssima imagem não ficar sem os créditos, seguem os meus singelos parabéns a Lloyd Stas.
 
© 2014. Design por Main Blogger | Editado e finalizado por Guilherme e Carlos